sábado, 2 de julho de 2011


Eu acredito...
que meu coração possa se apaixonar,
sem que as feridas do passado,
atrapalhem meus sonhos.

Eu acredito que eu e você,
seremos apenas um só,
eu te sinto perto de mim,
mesmo estando longe de seu calor.

Posso ouvir tua voz,
me dizendo para continuar a caminhada,
que ao seu lado eu vou vencer,
você me diz que eu devo acreditar na vida,

Sei que se eu te escutar,
não vou me arrepender,
porque você me completa,
você é o pedaço que faltava,

Na minha vida...

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Você fez


Você fez o desejo,
de sonhar em ter você,
do gosto de um beijo,
de querer e não poder.

Você fez a vontade,
de sair da solidão,
de um segundo ser eternidade,
da palavra torna-se paixão.

Você fez o luar,
me aqueceu no inverno,
nas nuvens me fez voar,
me tirou de meu inferno.

Você fez a dor,
fingiu me amar,
acreditar em um amor,
que só fez me machucar

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Absurdo

     



      A primeira imagem tua que admirei, me senti humilhado. Qualquer fragmento de sua presença, fosse um contorno ou qualquer tom, inspirava uma miscelânea de sensações. Havia sossego na expressão de teu rosto, capricho nos teus olhos e em teu olhar desdém, altivo, mas preguiçoso no riso de teus lábios.
      Se tudo parecia um joguete infantil, de bem-me-quer mal-me-quer, eu sei que vi, não a angústia, mas os mimos do criador, que acarinhava suas formas sonolentas. Algumas, então, adormeciam; outras logo acordavam.
      Eu primeiro vi a existência do que só mais tarde uma teoria pôde confirmar.
"A aura é esta lembrança que, ternamente e quase acariciadora, roça os contornos da obra e, ao articulá-la, também a suaviza."
      Eu experimentei o absurdo, e ainda não conhecia que conceito se dava a algo assim, e o teu nome é Ana.
              Autor: Um amigo muito especial

quinta-feira, 21 de abril de 2011


Entre o mundo real e a magia,
perco-me em mim mesma,
sentindo cada mistério presente em poesia,
nos critérios que crio para manter meu mundo de fantasia.

Lá o amor é forte,
vence o céu a terra e a morte,
Terra de conto de fadas,
é em você que eu acredito.

Nesse meu mundo infinito,
Onde sou livre para imaginar,
onde eu posso morrer por amor,
me perder em mares de aventuras.

Estou vivendo a mais bonita loucura,
fingindo uma breve felicidade,
afogando-me na mais doce tortura,
De um amor que nunca amei de verdade.















domingo, 10 de abril de 2011

A transformação



A estrada estava escura, as árvores bloqueavam os caminhos, estava confusa e perdida, ouvia passos pesados atrás de mim, não importava o quanto eu corria, ele estava sempre um passo atrás de mim, não tinha coragem de olhar para trás, apenas estava tentando sobreviver aquela criatura cruel e medonha.
Já estava cansada, faltava-me o fôlego, mas preferia morrer do que ficar presa nas garras dele,
a Lua estava grande e bela, me encarava estranhamente, o céu estrelado e infinito dava a sensação de que estava entrando em um beco sem saida, e era exatamente o que acontecia, tropeço na raiz de uma grande árvore, faço um corte em minha mão ao cair, podia ouvir os passos se aproximando numa distância perigosa, tentei correr novamente, mas não havia mais tempo, ele me segurou pelos braços e me fez olhar para ele.
Estava claro em seus olhos a maldade que em seu coração reinava, se é que ele tinha um coração, diante de tanta beleza e perfeição, dominava o grande prazer do medo, a felicidade evidente no rosto dele, por ter uma presa a quem pode brincar.
O medo dominou meu corpo que em uma tentativa de fuga, mordi a mão dele, que me soltou imediatamente, voltei a correr, sentia o pulsar de meu coração acelerado, tudo começou a girar rápido demais, já não tinha mais forças para continuar, paro e apoio-me na árvore mais próxima, sinto ele se aproximando lentamente.
-Não adianta correr, eu te acharei em qualquer lugar.
-Me deixe em paz.
Imploro, como se ele fosse me deixar ir, mas ele se aproxima mais de mim colocando as mãos frias e fortes sobre meu pescoço e o beija lentamente, com a outra mão tira uma adaga do sobretudo e a coloca perto do meu rosto.
-Seu sangue tem um ótimo cheiro.
Não conseguia tirar as mãos dele de mim, chorando tento de todas as formas me soltar, só que já estava fraca, o vento batia em meu rosto, a floresta estava fria e silênciosa, apenas desejei que ele me matasse logo.
Mas ele não queria me matar, ele queria me tornar uma deles, ele solta meu pescoço e me envolve em um abraço encantador e perigoso, com um sorriso maligno no rosto ele morde meu pescoço, a dor foi insuportável, gritei, mas ele não deu ouvido, puxou meu corpo para o dele, sugando meu sangue quente, parecia saborear cada gota, senti meu corpo pesado, senti o toque dele em meu corpo que esfriava, minha visão ficou escura, desmaiei sobre os braços dele.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Solte-me


Já não sei quem sou,
Perdi a vontade de tentar.
Me perdi em você,
O meu querer e amar.

Não sei mais continuar,
Eu tenho que sobreviver,
mas você me machuca e me fere,
com armas que eu não sei vencer.

Deixe-me! Liberte-me!
Livra-me de seus beijos!
Solte-me desse abraço
No nó o laço dos desejos.

Meu vício de amar
Um vilão adorável e cruel,
Que nesse teatro,
vive a mudar seu papel.



quinta-feira, 24 de março de 2011

A Dor é


A dor é  incalculável
tão grande é seu sofrimento,
que a dor que machuca aqui dentro,
é algo insurportável.

A dor é cruel
nos arranca a mais preciosa felicidade,
nos afunda em maldade,
e parte nosso coração como pedaço de papel.

A dor é um paradigma,
De um amor não correspondido,
meu coração se afoga em um mar perdido,
E pela maldade é ferido

 A dor é você
Que me fez acreditar,
que eu podia amar,
sem sofrer.